Extensão da Longevidade? Implantes eletrônicos? Upload da Mente? A.I. ?
O Transhumanismo é um movimento cultural e intelectual fundado na crença de que podemos e devemos implementar um uso racional da tecnologia que altere fundamentalmente a condição humana para melhor. A discussão emerge a fim de explorar ao máximo as potencialidades tecnológicas para uma vida melhor e discutir as questões morais envolvidas, e deve ter participação popular na definição da melhor forma de condução de todos esses processos.
Porém, só quem tem MUITA grana é que tem acesso ao tipo de Tecnologia em pauta. Isso elimina qualquer possibilidade de liberdade individual, pois é um conhecimento exclusivo. Sendo assim, o que conhecemos hoje é um uso, pela supremacia econômica do mundo, das inovações tecnológicas como instrumento sutil de coerção e manutenção de diferenças sociais. O que, de certa forma, é apenas uma repetição da história das civilizações humanas.
Contudo, é complicado sonhar com esses milagres do futuro e ignorar os problemas contemporâneos de nossa sociedade, correndo-se o risco de se construir um novo mundo sobre fundações frágeis e instáveis. É por isso que devemos explorar uma outra faceta da idéia Transhumanista de superação da condição humana: usar a ciência como agente transformador da realidade social.
Não sei dizer se o Transhumanismo é um movimento utópico demais. Acredito que a possibilidade existe e o problema maior seja de percepção, da mudança de uma postura passiva para o desenvolvimento de um pensamento ativo e crítico, ou seja, devemos desconfiar daquilo que nos ensinam e buscar por nós mesmos meios de aperfeiçoar nosso modo de nos relacionarmos com a tecnologia e com a própria vida, independentemente de sistemas econômicos ou políticos.
A realidade é subjetiva e maleável, o pensamento racional muitas vezes não explica certas experiências cognitivas (graças à essas lacunas existe espaço para a Arte e Religiões como ferramentas interpretativas da realidade), experiências essas que podem e devem ser extrapoladas além de qualquer limite concreto.
Enfim, o ideal mesmo seria adotar uma postura diferenciada, olhando para o mundo a partir de uma perspectiva distópica, pois assim nossos horizontes ampliam-se incomensuravelmente. (Mas para desenvolver isso, preciso de um post específico).
Quem tiver mais interesse segue alguns links:
- Matéria bastante sintética em Português - h+ Revista on-line.
You walk like a zombie You talk like a zombie Its not in your head You're a living dead Whatever you're gonna do You're gonna make me cry And you wanna hold hands In the cemetery And you wanna be lost For all eternity And everything is dark And kind of scary And you crave the full moon But i don't care And you want a mountaintop With a little castle And you wanna name our kids Morticia and fester And all the flowers you bring Are always dead And you howl at the moon But i don't care Six feet under You make me wonder You wanna be undead So you can be hunted But whatever you're gonna do I'm gonna follow you
Se dar conta do quê? O mundo não é o que realmente aparenta ser? Afinal, não foi sempre assim?
Essas três perguntas são capazes de mover montanhas. Ou, no máximo, de tirar o sono de algumas pessoas e lhes roubar a paz para sempre.
Eis que surge o 1º problema: Podemos realmente chamar esse sentimento de Paz? Essa tão proclamada benção da ignorância (argumento muito utilizado) não seria uma forma covarde de desviar os olhos da realidade?
Pode apostar.
A leitura do mundo é em parte terrível e em parte maravilhosa. É um gesto feliz pensá-lo como um mundo terrível, porque nos dá autonomia e nos liberta. O mal-estar permanente provocado pela consciência de desigualdades funciona como combustível ilimitado para reflexões. Identificar as múltiplas camadas que compõe a realidade nos permite conhecer os reais papéis que os indivíduos estão ocupando nesse teatro de imbeciliade.
O grande problema é quando não compreendemos a totalidade e o stresse do dia-a-dia acaba nos entorpecendo, fazendo com que lutemos uns contra os outros, enquanto os responsáveis pelos problemas desfrutam da mais profunda paz e tranquilidade (geralmente sobrevoando a cidade de helicóptero).
Ainda assim, é comum pessoas desistirem da tentativa de compreender a complexidade das formas e articulações dos componentes da sociedade e irem "viver suas vidas". Isso é compreensível, afinal, o excesso de conhecimento acaba se tornando cumplicidade.
Mas afinal, do que eu estou falando? De estratégias políticas sorrateiras e desonestas? Do Capitalismo perverso e as terríveis multinacionais em busca do controle economico mundial? Da Matrix?
Talvez.
A idéia na verdade era tangenciar algum sentido filosófico. Tentar despertar uma certa curiosidade epistemológica em algum leitor que vier a passar por aqui. Tentar mostrar que é possível a Paz e a Cólera viverem lado-a-lado. Que, em certa medida, só viveremos em paz quando tivermos surtos esporádicos de loucura, raiva e indignação.
E percebermos que o conformismo é nosso pior inimigo.
“O que é aceitável e respeitável na nossa sociedade é uma coisa altamente arbritária” Numa abordagem muito mais filosófica, o pessoal do Zietgeist volta com questionamentos que destroem muitos mitos. Os desenganos humanos e as armadilhas criadas em função do lucro e do desejo de poder de alguns, levando a mente humana a se viciar em padrões danosos para ela e para o planeta. O documentário junta-se aos movimentos que clamam por uma mudança nos paradigmas que regem a nossa sociedade, para um modelo baseado em recursos, sustentável. Esse filme, como os dois primeiros da série, são inteligentes e sedutores e também já está se mostrando como um dos filmes mais baixados da Internet. (docverdade)